Danças Típicas

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Danças Típicas

Para animar as festas de Paraty, sejam elas religiosas ou não, sempre há um grupo de tocadores de viola, conhecidos com cirandeiros, fazendo da música e da dança a principal diversão da festa. Existem as danças de grupo ou roda (xiba, ciranda, caranguejo, cana verde marcada, marrafá, tira chapéu, dança dos velhos, dança das fitas, arara, marca do lenço e tonta) e as danças de par (cana-verde valsada, canoa, Felipe). Conheça um pouco de cada uma:

 
Pintura de Themilton Tavares


DANÇAS DE RODA (ou de grupo)

Xiba: dança de origem flamenga executada com tamancos especiais. Faz-se um circulo duplo com as damas por dentro e os cavalheiros por fora. Para essa dança os homens usam tamancos especiais, pesando até um quilo cada pé, e que quando batidos no chão podem ser ouvidos a quilômetros de distância. A marcação da dança é feita por “repentes” para as damas e por “mancado” (batida com tamanco) para os cavalheiros. A palavra “xiba” também pode significar qualquer baile à viola realizado na roça.

Ciranda: de origem portuguesa, os dançadores, em pares, formam uma grande roda, de braços dados. As marcações da dança são feitas através de versos como “Vamos dar a meia volta” e “Cavalheiro troque o par”. A palavra “ciranda” também pode significar qualquer baile à viola realizado na cidade.

Caranguejo: com batidas de pés e mãos pelos dançadores, sem se darem os braços.

Cana Verde Marcada: dança originária de Portugal, com marcações de versos feitos pelo violeiro principal. Os tocadores ficam no meio da roda.

Marrafá: dançada com músicas bem alegres, onde as damas ficam de frente para os cavalheiros, com os tocadores no meio.

Tira Chapéu: dança onde os cavalheiros ficam na frente das damas com o chapéu na cabeça.

Marrá Paiá: dança de origem africana onde os dançarinos fazem coreografias com bastões de madeira e guisos presos ao tornozelo. A dança simula uma batalha entre dois grupos de dançadores. O nome da dança é uma deturpação da expressão amarrar o paia (guiso).

Dança dos Velhos: vestidos de velhos e apoiados em bengalas, os dançadores imitam velhinhos dançando. A dança se divide em três fases.

Dança das Fitas: dança de origem portuguesa, em homenagem à primavera e às árvores, dançada por onze pares em torno de um mastro onde pendem vinte e duas fitas coloridas, entrelaçando e desentrelaçando-as. Tonta: dança que encerra a festa, geralmente feita ao amanhecer. É dançada com tamancos de madeira.


Tamborim é presença constante junto aos tocadores

 

DANÇAS DE PAR

Cana Verde Valsada: dança-se com o par como numa valsa.

Canoa: dança cantada, típica dos pescadores, dançada aos pares. Existem duas variações, onde um dançador solitário passeia entre os pares, e na marcação do cantador, o dançador (dança da arara) ou a dançadora (dança da marca do lenço) rouba um par entre os casais.

Felipe: na marcação do canto os pares se separam, as damas dão um giro e voltam a seus pares.