Ílhavo Cidade Irmã

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Ílhavo, Cidade Irmã

Visando estreitar as relações entre Portugal e Brasil, durante as comemorações dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil os portugueses tiveram a ideia de procurar uma “irmã” para a cidade de Ílhavo, localizada na costa daquele país, e que, como ela, fosse histórica e vivesse da pesca e do turismo. Paraty foi a cidade brasileira escolhida. O acordo entre as duas cidades foi assinado em setembro de 2000, durante a festa da padroeira de Paraty, Nossa Senhora dos Remédios, e previa um intercâmbio cultural e turístico.

Ílhavo surgiu em meados do século XI quando os romanos dominavam a Europa. Em 1575 uma grande tempestade fechou a barra que dava saída para o mar, ficando a vila sem esse acesso até 1808 quando foi novamente aberta. Houve nesse período uma estagnação da vila, o que serviu para manter suas características arquitetônicas (o mesmo ocorreu em Paraty quando o caminho que transpunha a serra ficou intransitável).

Em 1296 Ílhavo obteve do rei seu primeiro foral (carta régia que regulamentava a administração de uma localidade - no Brasil equivaleria dizer que o lugar foi elevado à categoria de Vila), possuindo, então, pouco mais de 500 habitantes. Quase setecentos anos depois, em 1990, Ílhavo foi elevado à categoria de cidade, possuindo então 38.000 habitantes e uma área de 74,0 km2. A cidade é um dos 19 municípios do distrito de Aveiro e é considerada a capital do bacalhau.

A arquitetura da cidade é formada, na sua maior parte, por sobrados oitocentistas germinados. Também são comuns as quintas (grandes propriedades rurais, muitas com capelas próprias) e os palheiros (construções de madeiras sobre estacas, antigamente utilizados para armazenamento de produtos agrícolas, sal e equipamentos de pesca - hoje são residências). As principais construções históricas de Ílhavo são:

Igreja Matriz de São Salvador
Construção em estilo neoclássico iniciada no ano de 1774. Com duas torres laterais seu interior possui três naves. A imagem do padroeiro é do século XVII e está esculpida em madeira, na forma de um adulto abençoando os fiéis.

 

Capela de Nossa Senhora dos Prantos
Reconstruída por volta de 1750, tem sua data de origem desconhecida. Possui o altar-mor revestido com ouro.

 

Capela de Nossa Senhora da Penha de França
Também conhecida como Capela da Vista Alegre por estar situada no largo da antiga fábrica de porcelana Vista Alegre. Sua construção em estilo barroco é do fim do século XVII. No seu interior encontram-se pinturas em murais e em azulejos. Em 1910 foi considerada Monumento Nacional.

 

Capela Do Espirito Santo
Reconstruída em 1870, possui apenas uma torre.

 

Capela De Santo Antônio Da Coutada
Construída em 1671 é muito semelhante à Capela do Espírito Santo.

 

Capela De Nossa Senhora Dos Navegantes
Construída em 1862 é considerada como Patrimônio do Estado. Não possui torres.

 

Capela De São João Baptista
Capela de propriedade particular, de construção mais recente.

 

Forte Da Barra
Forte construído no século XVII. Além de defender a região, possui um farol que servia para os barcos localizarem a entrada da barra. Considerado Monumento Nacional.

 

Farol Da Barra
Construído em 1893, possui uma torre cilíndrica de 66 metros pintada com faixas horizontais vermelhas e brancas. É o mais alto farol de Portugal e junto com o farol do forte auxiliava os barcos na entrada da barra.

 

Quinta da Vista Alegre
Essa antiga propriedade rural, dos fins do século XVII, engloba a Capela da Vista Alegre e era demarcada a nordeste por um arco de cunho setecentista e a sudoeste por dois pedestais de pedra. No século XIX funcionou uma famosa fábrica de porcelana, cujas peças eram pintadas por artistas e estão espalhadas por diversos castelos da Europa.