Mitos e Lendas

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Mitos e Lendas

Um povo simples, religioso e alegre não poderia deixar de ter as lendas para alimentar a imaginação de crianças e adultos. Dizem que as lendas refletem a alma de um lugar, portanto não se pode conhecer Paraty sem conhecer suas lendas.

 

O Curupira
Muitos caçadores já encontraram o curupira. Protetor do mato e das praias, pode ter forma de um animal ou de ser humano. Nesta forma se parece com um menino de cabelos longos e loiros, possuindo apenas uma perna e com o pé na direção contrária. Não gosta que entrem no mato sem sua autorização nem que matem animais ou plantas.
Certo dia um caçador encontrou uma família de porcos selvagens e matou quatro. Quando ele se aproximou dos porcos, o menor se levantou e lhe perguntou: “Por que você matou quatro porcos se não conseguirá comer todos? Não faça isso novamente.” Assim que terminou de falar, o menino caiu morto enquanto três dos porcos levantaram e fugiram para o mato. O caçador levou o porco restante para sua casa, mas não teve coragem de comê-lo.

 

 

A Noiva da Santa Rita

Desenho "A Noiva da Santa Rita" do artista Lúcio Cruzz 

Em meados do século XIX, um jovem casal apaixonado marcou casamento na igreja Santa Rita. Sem ninguém saber o porquê, a noiva morreu poucas horas antes de ir para o altar.
Dois dias depois, o noivo acorda desesperado, implorando para abrirem o caixão - enterrado na própria igreja - dizendo que a sua amada o estava chamando. Os amigos, achando que ele estava ficando louco, tentaram acalmá-lo, mas nunca abriram o caixão. Durante muito tempo, pessoas que passaram a noite no largo da igreja Santa Rita, dizem terem visto um fantasma vestido de noiva bebendo água no chafariz localizado em frente à igreja.
Muitos anos depois, quando foram retirar os restos mortais, perceberam que o esqueleto estava virado, significando que a noiva deve ter morrido de sede dentro do caixão. O padre da igreja, para evitar que o fantasma continuasse saindo para beber água, mandou fazer um poço dentro da igreja. O fantasma nunca mais foi visto fora da igreja. O chafariz do largo e o poço da igreja existem e estão no mesmo lugar até hoje.

 

 

A Origem do Nome de Paraty
Quando Deus distribuiu as terras no mundo, deu um pedaço para cada santo. Satanás, não ganhando nada, perguntou: “Senhor, e para mim?” Deus apontando para um pedaço de terra perto do mar e longe de tudo falou: “Esta é Para Ti.”
Esse pedaço de terra foi o único lugar que Satanás não criou problemas.

 

 

A Serpente de Nossa Senhora dos Remédios

Desenho "A Serpetente de Nossa Senhora dos Remédios" do artista Lúcio Cruzz 

Os mais antigos contam que escondida no terreno da igreja Matriz, com a cabeça embaixo do altar de Nossa Senhora dos Remédios e a cauda próxima ao rio Perequê-Açu, está uma imensa cobra dormindo, graças ao poder de Nossa Senhora. Entretanto se a imagem da santa for retirada por mais de trinta dias a cobra acordará.

 

 

O Tesouro de Trindade
O povoado de Trindade é repleto de histórias de piratas que usavam o local para descanso e abastecimento de água e comida. Dizem que há um tesouro, roubado do império Inca por piratas espanhóis, enterrado em algum lugar de Trindade. Na segunda metade do século passado apareceram caçadores de tesouros escavando vários locais em busca desse tesouro. Muitos sítios arqueológicos foram destruídos por causa dessa lenda.

 

 

O Corpo Seco da Toca do Cassunga
Conta o povo que na Toca do Cassununga, próximo à praia do Jabaquara, foi enterrado um homem que durante a vida fez tanto mal que quando morreu, nem Deus nem Satanás, quiseram recebê-lo. A própria terra não aceitou seu corpo, obrigando-o a vagar na calada na noite, assustando as pessoas que por ali passam. E é na Toca do Cassunuga vive o espirito do Corpo Seco

 

 

O Espírito do Escravo Guardião do tesouro
No período colonial quando os senhores de engenho queriam esconder suas riquezas, enterravam-na próximo a uma árvore junto com um escravo, pois acreditavam que o espírito do escravo protegeria o tesouro dos ladrões. Anos mais tarde descobriram que o espírito não deixava nem o próprio senhor de engenho mexer no tesouro.

 

 

A Praga do Padre
Em meados do século XIX chegou em Paraty um padre com forte simpatia à proclamação da república no país. Após algumas missas, onde além de religião se falava das vantagens de uma república, o padre acabou sendo expulso da cidade pelos conservadores habitantes à “socos e pontapés”
Antes de sair o padre rogou uma praga: “àqueles que tinha excedido nas hostilidades ficariam com a perna direita inchada e deformada como ficou a sua e, para a cidade, haveria um grande atraso durante um século inteiro”. Coincidência ou não, no período de 1870 à 1950 a cidade viveu uma grande recessão. E diz o povo que ainda hoje existe uma família que tem a perna direita deformada.

 

 

 

 


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